RE_VISITA

Trago um sonho em meus olhos
Que presumem meus sentidos

Tão idôneo
Se não olho para os versos
É que vendo-os
– Disperso –

Mesmo vendo a ti, meu ouro
Que como cobre
Me encobre de viço
Durante a passagem do teu voo.

Sabes que de contorcer a palavra
Perdemo-nos em  linhas
Para reencontrarmo-nos em horizontais
Entrelinhas de esfinges decifradas.

Li tantas esferas em poesia, reunidas
Dádiva de promessa esquecida

Não te esquece
Há muito me conheces
E de mim não duvidas
Te dou uma, duas ou três cismas

Unge-me ao fósforo semblante que te principia
Aliás é distante
É de bem antes essa espera infanticida
Não te mates, delícia que me tens…
Eu, a mesma de antes
Você, antes, agora e durante…
A mediar novos prólogos em profecia
Destas tantas escritas que traçamos aqui.

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