Perdas e Ganhos

“Nem sempre o que resta é o resto”

– Clarissa Corrêa –

Segredos guardados na Alma

Voltei. Estive fora e já nem lembro por quanto tempo. Posso imaginar que foram os últimos 3 anos, mas a verdade é que parece que já faz muito, muito mais que isso…

Os ciclos  esquisitos  vão se repetindo e, quando “acordo” (?) lá estou novamente enfiada no buraco negro particular. Ao contrário do que pregam os novos tempos, sou uma alma introspectiva, dessas que volta e meia tem um caso de amor com a solidão. Seria ótimo se não fosse o detalhe de ser humana e, como todos, ter períodos abismais de carência. Esse sim, o mal do século! Deste e de qualquer outro, por sinal.

A montanha russa da vida, esteve mais para roda gigante nos últimos tempos, dada a sua lentidão. Uma benção, sem dúvida. Por outro lado, o trem da vida passou e nem vi, tão ocupada estava, vendo nuvens.

No buraco negro que me habita, há um passado inteirinho de perdas e carências. Olhando agora, com mais calma, penso que alimentei demais as tais perdas e não olhei muito os ganhos… De alguma forma, pareciam apenas o fluir natural da vida. Agora, rola uma gratidão grande por cada ganho que, no fim das contas passa longe de ser detalhe. Ao contrário do que sentia, parece que os ganhos eram meus alicerces, eram o que faziam de mim, porto seguro ao invés de navio. Passado…

Diante dos meus medos, enxugando as lágrimas que ainda são muitas, fica uma vontade giga de atropelá-los, passar por cima destes trastes metidos a besta e fazer o que pode ser feito no momento. Impulso. No rompante da dor, a vontade é ir lá e sair correndo daqui. Mudar. Sair do ciclo de masoquismo em que me coloquei, romper mais alguns vínculos que pareciam paraíso, mas eram apenas jogos de quem ainda tem a soberba de usar a vida do outro pra brincar. Deve ser digno, de algum modo… Particularmente, não sei, nunca aprendi essa dança das cadeiras um tanto macabra. Felizmente!

Estou em cheque. Mate-me, por favor! O jogo acabou e eu deixei de ser engraçada. Deadline. Pra variar, estiquei tanto a linha que ela arrebentou. Caí. Agora só me resta levantar, me ajeitar e sair andando. Ainda que chore, ainda que doa. Passará mais rápido se eu estiver em movimento.

No momento, o que resta, passa muito ao largo de ser resto.

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2 comentários sobre “Perdas e Ganhos

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