Pensamentos soltos

A música e a musa, eram as metáforas da sua solidão concreta.

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Tanto a escrever que as ideias se embaralham. Esses barulhos internos causam confusão antes de tomarem vida própria.

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Entre esquinas, dúvidas, dias e almas…passa o tempo.

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Comemorava as lágrimas que caíam no vidro. Refrescavam a alma.

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Algumas vezes, quase creio; faltam-me saudades!

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Nesses dias de silêncio, sentia-se muito envelhecida, percebia em si, a moça desbotada pelo tempo e passava horas, lendo as borras de café.

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Era apenas uma menina, passava os dias a sonhar…caminhos, partidas, palavras…Sentia-se moça de vento com peso de montanha.

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Há quem pense que “Obrigada”, é uma palavra educada
Dizem-na como mero baluarte de educação.
Eu não!
Acredito que “OBRIGADA”, é palavra encantada
É a minha forma de oração.

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Vi suas fotos hoje e lembrei que já te amei tanto…Só pra pensar [logo depois] como é triste a mudança que o tempo faz.

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Um dia, não hoje, libero-me dessa fome esganada por paixões fulminantes.
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Todo dia devia ter café da manhã de rainha.
Não apenas pra mim, pra você ou meia dúzia,
mas pra toda essa gente faminta que transita na vida.
Para os zumbis sociais que cospem regras do alto de suas casas abastadas.
Para os “irmãos” de nome humano que andam vazios,
famintos do que chamamos humanidade, um olhar interessado,
um abraço receptivo, um acolhimento além da piedade.
Um café da manhã que abasteça seu espírito
além da superficialidade do rótulo, da vaidade pseudo intelectual.
Hoje, eu ofereço pão, leite e interesse.
Qual a tua história, qual a tua fome?
Será que você ainda sabe dar abraços?
O que é você além do título e do nome?

– Cláudia Costa –
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As vezes acredito que reinventamos nossas memórias.
Por isso, cada envolvido, tem a sua versão do ocorrido
Versão que muda com o tempo, com os dias,
Com as conveniências.
As vezes, em dias chuvosos [e lindos]
Me questiono sobre o que de fato, vale a pena.
Se com o passar dos dias,
mais coisas parecem memórias vívidas
de um ontem inventado [será?].

Será ilusão, a vida que escrevemos
ou apenas o que sentimos é “invenção”?

– Cláudia Costa –
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No vacilo as críticas são implacáveis,
defeitos brotam mais que feijão plantado em algodão,
vaticinam obscuras perspectivas.
Horas passam em meio a guerras de nervos,
mal se distinguem amigos ou inimigos na trincheira
Que a vida vira.
Ainda assim, cabe só a você, levantar a cabeça
Diminuir o ritmo,
harmonizar esferas.
Ouvir intuições, sentidos e razões
e seguir.
O fato é um só:
Sair de cena é possível, mas não será alternativa.
Porque seja drama ou riso
As luzes da ribalta que a vida dá
hoje claras ou sombrias
Hão de mudar.

Aguarde.

– Cláudia Costa –
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Ando com uma vontade insuportável
de me transformar em folha em branco.
Preciso urgentemente escrever uma história nova
de mim, em mim, para todos os que conviveram comigo.
Quero ser a minha escrita ou tão somente,
o romance de alguém.
Com final.
Ando necessitando respirar profundo,
reencontrar a palavra que me deixou,
pegar de volta a beleza do meu olhar
[que de tão fechado, ainda não viu outono].
Urgente, uma vida inventada,
Nascida agora nessa folha em branco que é o hoje.

– Cláudia Costa –
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Em plena Nova Era, onde “tudo pode”
mesmo o que não deveria.
Me diz:
– O que não vicia?

– C.C.
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As vezes, eu quase acredito
Que a vida traz pra gente as afinidades
muito mais que as diferenças.
Quando a gente teima no conflito
Deve ser porque não aprendeu a ter prazer
Na paz de espírito.
– C.C.

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Há certos dias em que as sensações aprisionam a alma
Daí, não há palavra que nos defina
A vivacidade foge
e há um lacre na boca
enquanto os dedos parecem colados.
Há dias, em que apenas o silêncio
nos tolera sem cobrança, sem peso,
sem palavra.
Dias em que existir te solicita um pouco mais.

– C.C.
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Nasci mulher e entre outras coisas,
isso significa que tenho dias de ser engolida por emoções mais fortes que eu.
Chamo de “fantasmas” essas sensações estranhas
Que me calam a voz
Que apertam meu coração
E fazem com que respirar seja algo tão consciente
quanto difícil.
Nasci mulher e trago essa mania de não digerir saudades
do passado.
Vez em quando, algo inominado se faz concreto
Me invade o espírito sem pedir licença
E entre concretudes, pesos e argumentos vagos
Vira um tanto de pensamentos,
Balanças, juízes de valor, críticos de mim.
São inúteis, posto que me prostram
Os sentidos, os sorrisos e a doçura.
Deixo-os existirem.
São parte dessa colcha de retalhos que sou.
Como bons fantasmas, tenho fé, hão de se cansar.
E voltarei a respirar, sem pensar,
Sem penar.
Só viver, sem pesar.

– Cláudia Costa –
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Vez em quando, afogo-me
Num mar de incertezas.
Perco-me no labirinto
Feito pelos erros cometidos.
Desaforos, desapegos, desvarios.
Respiro.
Ainda há café e texto
Enquanto rogo ao silêncio
Uma saída.

– Cláudia Costa –
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Porque hoje é domingo e acordei antes do sol,
Porque fui recebida por uma manhã com nuvens,
e as filhas estavam a minha espera,
as três, me seguiam para onde eu fosse,
Cozinha, banheiro, sala ou quarto,
Olhavam-me a pedir seu café da manhã.
Porque no canto da estante, meus livros me aguardam,
e lembro que ainda há trabalho por terminar.
Porque hoje é domingo
e acordei cheia de um cotidiano que me transborda,
que me traz sorrisos
e que, as cinco e meia da manhã,
ainda não permite que os pesos da vida lá fora
invadam minha alma.
Porque hoje é domingo,
amanheci em paz.

– Claudia Costa –
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Sabem o que é IMPAGÁVEL e MARAVILHOSO?
Entrar num lugar que você não vai há meses e ser recebida com AFETIVIDADE, com abraço inteiro, com olho no olho.
É o “outro” super requisitado, parar 5 min., sorrir por te ver
e perguntar com sinceridade se você está bem.
A gente esquece o quanto pequenos gestos são MEGA importantes.
PRECIOSOS.
Afinidade espiritual, meus caros, é assim: leve, sóbria, inteira.
Não necessita estardalhaço, nem é desafio.
Simplesmente flui e te abraça muito além do físico.
Cura a alma e é mais valiosa que diamante.
Minha gratidão eterna à essa energia e ao povo que sempre me recebe
de braços abertos e com receptividade na alma.

– Cláudia Costa –
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Esse tanto que vivo e silencio,
Não é mistério, jogo ou esconderijo.
Apenas minha existência
Que gosta de dar oportunidade à imaginação alheia.
É certo que aquilo que não é exposto,
A mente criativa inventa.

– Cláudia Costa
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Que as horas hoje, sejam todas benditas, produtivas e gostosas.
Que, por hoje, as palavras não se percam no vazio
Que haja razão e fundamento no que for dito
e o que for ouvido, seja luz, alegria ou
simplesmente descartado.
Que a beleza da existência encontre abrigo em nosso espírito
e que sejamos boas companhias.

Porque hoje é PRESENTE.
– Cláudia Costa –
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Hoje eu tenho certeza,
O mal abraça forte e rápido pessoas perdidas e feridas.
É preciso muito boa vontade pra seguir em frente
E não se deixar “abraçar” por ele.
Porque, segundo dizem, o mal se veste bem, é doce
e extremamente sedutor.
Que a força do bem e a energia conjunta de quem nos quer bem
nos mantenha atentos, fortalecidos e distantes
de tudo que não nos agrega coisa boa.

-C.C.-
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Perceba: Sarjeta de verdade, não é estar ferrado de grana, isso é reversível.
Sarjeta mesmo é não saber respeitar o coleguinha.
Que tal aprender a pensar em como “o outro” se sente?
Acredite: Você não é o único a se melindrar com determinadas palavras.
-C.C.-
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A cada segunda-feira que já começa com desencontros de vontades,
Aproveito para renovar meus votos de apego a quietude.
Quanto mais enxergo a má vontade embutida nas pressas do dia,
mais me apego a calmaria, a vagarosidade.
Quanto mais percebo o stress dos barulhos da vida,
mais anseio pelo silêncio.
Quando por qualquer motivo, a tristeza me alcança,
Procuro abrigo nos livros, na musicalidade,
na dança dos poetas que conheço
Na paz do sorriso das crianças,
no amor contido nos olhos das minhas gatas.
Escolho me apegar ao que acalenta, embala, refina.
Porque todo dia é começo!

– Cláudia Costa –
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Tudo que sinto, tem cor.
Tudo que vivo tem cor.
Interessante é perceber tanta cor lá fora,
enquanto me sinto desbotada, aqui dentro.
Daí, me lembro, que a vida é água
e uma hora, o barco muda a direção.
Porque, se água é vida,
Vento é cor.

– Cláudia Costa –
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Quisera ter aprendido a escrever versos

 ou ao menos fazer sonetos doces ou decentes

essa rebeldia latente

levou-me para outros cantos

caminhos ermos

e agora…

pago os preços pelas escolhas de outrora.

A mente,

constantemente sonhadora

foi comigo, mundo afora

Perdemo-nos.

Hoje, qual cigarra, vivo de lamentos

por tudo que desconheci,

que não aprendi,

toda simplicidade exposta aqui.

– Cláudia Costa –

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Hoje, minha alma tem afinidades com calmarias.
Meu olhar deleita-se diante da beleza das águas,
que caem mansas e constantes.
A xícara de café quente, aconchega e não queima.
Aprendi o refinamento e a força das delicadezas.
Já fui “forte” demais, “agressiva demais”,
vez em quando ainda fico “demais”
e me dôo inteira até transbordar.
Os dias, me ensinam a beleza da doação,
de sair do meu “mundo particular”, para alcançar o meu irmão.
O amor e a aceitação, têm feito mudanças grandes aqui dentro.
A perda também me ensinou muito,
mas eu, falha que sou, ficava sempre muito magoada.
Aos poucos, vou recebendo perdas como bençãos,
aprendendo a viver de forma mais amena,
gostando demais de simplicidades [tão belas]
e sendo agraciada com novos abraços.
A vida é sábia e acaba por nos trazer
novidades melhores que as perdas.
Uma não substitui a outra,
mas juntas, vão dando forma, coerência e sentido
ao nosso quebra cabeças, particular.
Também por isso, o dia é novo
e nos cabe, celebrar.
Tim-tim.

– Cláudia Costa –

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Será que você já reparou na qualidade do seu olhar?
Com que frequência você se apaixona pelo que já conhece?
Costuma ver mais coisas feias ou belas?
O que te amedronta, some no fim de semana?
Onde mora o seu sorriso?
Você já se habituou a tratar os outros “como te tratam”?
– Vamos lá… Tenho certeza que você é melhor que isso! –
O desafio, meu amigo,
é perceber o SEU olhar e simplificar um pouco as coisas.
Quem te trata mal ou te sacaneia,
só pode estar passando por turbulências internas e
tem problemas grandes consigo.
É VOCÊ que resolve entrar ou não na energia do outro.
Quando estiver fragilizado, distância é boa companheira,
mas, se estiver de pé, não desperdice oportunidade,
AJUDE. Seja cordial.
Mas tome cuidado para não se sentir uma pessoa melhor que o outro,
pois é certo que, quando a roda gira, os personagens mudam de lugar.
Quem você, hoje olha de cima,
Amanhã, onde estará??
Porque tudo é movimento e muda,
hoje eu te desejo um olhar querido.
Que você tenha pra tudo ao seu redor
aquele olhar que você gostaria de receber.

– Cláudia Costa –

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Beijo no ombro pra você que só sabe criticar
seja quem for, seja o que for.
A vida é muito intensa pra perder tempo com o que não agrega boa energia
E criticar, agrega pontos ao seu mal humor, e só.
Porque hoje é tempo de solução e não de reclamação,
vamos ali…
Fazer algo de bom pra manter a pele boa e o coração funcionando.
Dar a mão ao coleguinha faz milagres,
pra quem quer ser positivo ao invés de
ser pedra no caminho.
Desejo que hoje, você possa ser LUZ.

– Cláudia Costa –

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Os decibéis da vida as vezes ficam ensurdecedores.
Dificultam voz e pensamentos claros.
Trazem uma espécie de zunido constante nos dias.
É aí que a necessidade cresce e toma conta.
Uma vontade imensa de ir embora
e uma teimosia constante e ficar por mais um dia.
– Só por hoje –
Aguardar a mágica do dia, diminuir angústias,
desfazer nós, renovar energias.
Acreditar é isso – sobreviver –

– Cláudia Costa –

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Feito crianças, em ciranda, giramos em torno do tempo.
Esse senhor enigmático que, com suas correntezas, leva pessoas,
esperanças e possibilidades.
Antes de ter nome, tudo é surpresa, mistério, enigma.
Que esse recomeço de tempo, possa ser de presentes,
de entregas e delicadezas.
Que a semana seja de boas energias.

– Cláudia Costa –

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Hoje, a femme fatale, que por vezes me habita, resolveu dar as caras.
Estávamos “de férias”, uma da outra. Com motivo.
Olho-a refletida no espelho e admiro: linda e de ar forte.
Mas vou confidenciar, um segredo: a bicha pesa!
Por fora, [quase] bela viola,
Por dentro, intensidade que embola.
Segue o samba, que a vida [as vezes] é drama!

– Cláudia Costa –

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Ando com uma vontade insuportável
de me transformar em folha em branco.
Preciso urgentemente escrever uma história nova
de mim, em mim, para todos os que conviveram comigo.
Quero ser a minha escrita ou tão somente,
o romance de alguém. 
Com final.
Ando necessitando respirar profundo,
reencontrar a palavra que me deixou,
pegar de volta a beleza do meu olhar
[que de tão fechado, ainda não viu outono].
Urgente, uma vida inventada,
Nascida agora nessa folha em branco que é o hoje.

– Cláudia Costa –

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Há certos dias em que as sensações aprisionam a alma
Daí, não há palavra que nos defina
A vivacidade foge
e há um lacre na boca
enquanto os dedos parecem colados.
Há dias, em que apenas o silêncio
nos tolera sem cobrança, sem peso,
sem palavra.
Dias em que existir te solicita um pouco mais.

– Cláudia Costa –

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Vez em quando, afogo-me 
Num mar de incertezas.
Perco-me no labirinto
Feito pelos erros cometidos.
Desaforos, desapegos, desvarios.
Respiro.
Ainda há café e texto
Enquanto rogo ao silêncio
Uma saída.

– Cláudia Costa –

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E quem me olha, assim de passagem,
Nem imagina o tanto que rezo
Pra manter a espinha ereta
E o coração funcionando.
Segue o baile
Que a vida é dança!

– Cláudia Costa –

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“Ter razão”, demanda muita energia, não raro nos deixa surdos para o outro
E rima bem demais com “solidão”.
Gostoso mesmo é baixar a bola, deixar o olhar mais ameno,
aborrecer-se menos e deixar cada um com sua verdade.
Porque no fim das contas, cada um está com a sua razão
E nós precisamos de energia para coisas melhores.
Por hoje, vamos viver e deixar ser…
Cada um com suas razões e verdades, exercitando tolerância
E bem viver.
Compreender é melhor que ter razão.

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É um fato.
É comum ver a galera “enchendo a boca” pra dizer:
“Sou assim: muito sincera. Se não gosta, problema seu.”
Olhando de pertinho, a gente acaba percebendo
Que a tal “sinceridade”, não raro, confunde-se com grosseria.
Vamos usar a tal “sinceridade” pra dizer coisas bonitas?
Vamos!?

– Cláudia Costa –

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 Quanto mais estudo, vivo, interajo, mais latente fica a energia concreta.
Mais forte ficam o respeito e a gratidão pelo solo no qual eu piso, pelas árvores [poucas] que vejo, pelos pingos de chuva ou sereno que me molham.
Trabalhando a mente para diminuir os gritos do ego e me conectar com a energia do planeta que me acolhe, me relaciono com meus iguais, diminuindo o véu da intolerância e trocando ansiedades por gratidão.
Somos energia pura. Responsáveis pelas mudanças ambientais que nos circundam e também pela realidade prática e concreta que vivenciamos.
Todos nós sabemos disso, no entanto, mostramos com frequência um profundo desrespeito ao ambiente e ao nosso entorno humano.
Antes de ser advogado, pederasta, médico, professor, músico ou qualquer rótulo que tenha escolhido pra si, você é ENERGIA.
Lembra disso?

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